sábado, 16 de agosto de 2008

TOMAZZELO, Maria Guiomar Carneiro (Org.). A experimentação na aprendizagem de conceitos físicos sob a perspectiva histórico-social. Piracicaba (SP): U

TOMAZZELO, Maria Guiomar Carneiro & GURGEL, Célia Margutti do Amaral. A prática experimental em física: como ir além? In: TOMAZZELO, Maria Guiomar Carneiro (Org.). A experimentação na aprendizagem de conceitos físicos sob a perspectiva histórico-social. Piracicaba (SP): UNIMEP/CAPES/PROIN, 2000, p. 11-32.

A elaboração de práticas, a partir do tema Energia, surgiu das situações vivenciadas em sala de aula no decorrer de nossas atividades docentes, orientando as experiências de laboratório apoiadas no tratamento de um problema que fosse relevante e significativo aos alunos. 11
Quanto à prática experimental em sala de aula, nos últimos anos, GURGEL (2000) destaca que docentes e pesquisadores vem chamando atenção sobre os limites da utilização do métodos da descoberta/redescoberta, observando que, o ensino apoiado nestas práticas, parte da convicção de que os alunos aprendem por conta própria, qualquer conteúdo cientifico, a partir da observação. 13
GURGEL, Célia Margutti do Amaral. A experimentação em sala de aula e a construção do conhecimento pelo aluno. In: O livro da experimentoteca: educação para as ciências da natureza através de praticas experimentais. Piracicaba (SP): UNIMEP/USP/VITAE, 2000.

...não basta a aplicação de mecanismos mais amplos e completos para mudar e/ou inovar as práticas laboratoriais. É necessário ir além, sobretudo, com apoio das referências filosóficas e históricas da ciência, para entendermos o que se quer pesquisar,como, porque e, ainda, para que servirão os resultados da investigação. Esta dimensão vai possibilitar uma visão complexa, global (ou holística) dos problemas e ainda, uma ampliação da percepção critica sobre o método científico de alunos e professores frente às práticas experimentais da Física, porque o conhecimento cientifico não se constrói a partir do nada, ao contrário, ele apresenta um caráter social e histórico que deve ser levado em conta no processo ensino-aprendizagem. 20-1
Nos últimos anos tem-se observado um consenso entre os pesquisadores sobre a relevância histórica na formação cientifica. Embora exista um clima de comunicação entre as Ciências Naturais, Sociais, a Filosofia e a Historia, há muitas críticas na apresentação dos conteúdos de ciências sob uma perspectiva histórica. 21


GURGEL, Célia Margutti do Amaral. Ações investigativas no ensino da física: sobre o método. In: TOMAZZELO, Maria Guiomar Carneiro (Org.). A experimentação na aprendizagem de conceitos físicos sob a perspectiva histórico-social. Piracicaba (SP): UNIMEP/CAPES/PROIN, 2000, p. 33-58.

As expectativas geradas pela chegada do século XXI, ao final da década de 90, promoveram e continuam promovendo uma busca de superação de procedimentos teórico-metodologicos no âmbito do processo de ensino em geral, particularmente no campo das Ciências da Natureza e Matemáticas, chegando a se propor, por vezes, mudanças radicais, mais apropriadas à grandes mudanças que abalaram o final do século XX. 33
Os anos 60 e 70 foram marcados por muitas investigações no sentido de se buscar mudanças e invocações curriculares que pudessem responder a uma considerável defasagem entre os notórios progressos da sociedade industrial e os programas de ensino em uso nas escolas. Nesse âmbito, os ensinos das Ciências, Física, Química, Biologia e Matemática foram plenamente atingidos. 33-3
MOREIRA (1990), ao tratar da pesquisa em ensino de Ciências/Física, diz que, na década de 70, esta era conduzida sem referencial teórico explícito, ou tinha uma referência comportamentalista (behaviorista, associacionista) e o ensino era compreendido como algo que só ocorria através de controle de reforço; o professor tinha o papel institucional de programar contingências de reforço para o aprendiz exibir comportamento terminal com respostas desejadas; a aprendizagem deveria apresentar contingências reforçadas; a avaliação deveria comparar o desempenho do aprendiz com critérios pré-definidos, e a orientação curricular era vista como um processo tecnológico, um meio de produzir determinado produto porque o foco não estava no aluno, mas no desenvolvimento de uma tecnologia de instrução, influenciando o comportamento do aluno ou indivíduo através de estímulos, respostas e contingências reforçadoras. 41
MOREIRA, Marco Antonio. Pesquisa em ensino: o vê epistemológico do GOWIN. São Paulo: EPU, 1990.
Ao contrário do que pregava o positivismo, a nova visão da filosofia da Ciência vai considerar que o que o cientista observa e investiga é uma construção da realidade, conforme seu desejo/dúvida segundo sua formação, seus valores sociais e suas referências teóricas. Estudar e investigar, sob uma perspectiva histórica e filosófica os fenômenos e fatos da Ciência, é facilitar uma compreensão epistêmica, e não sua falsabilidade e ou refutabilidade, em termos de conhecimento científico. 47
... a visão de Ciência que a Escola deveria buscar aprofundar, não é a de um saber rígido, resultante de uma acumulação de verdades verdadeiras, mas, um campo sempre aberto onde se combatem não só as teorias, mas também os princípios da explicação, isto é, também as visões de mundo e os postulados metafísicos. Estes pressupostos nos remetem a Paulo Freire e suas obras, ao enfatizar, sempre, que a educação deve servir para libertar o homem, sob o ponto de vista d ignorância, da dependência, da submissão e da passividade. 52

Um comentário:

Marcia Novo disse...

Extremamente reflexivo e aproveitável nas rotinas humanas. Vamos pensar a respeito.
Tive a audácia de replicar trechos no Facebook, referindo a sua pessoa, obviamente.
MN